terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Humanos

"Prefiro os que temem ao meu Deus,
Os que se previnem não fazendo o mau.
Gosto dos que gritam por Ele quando a dor aperta, quando a vitória é grande!
Opto pelos que festejam pela alegria da vida, de segunda a segunda.

Abomino os que se mantêm distantes dos seus procriadores.
Dos que os enaltecem. Eu os humanizo. São próximos.
Meu mais puro elo com meu instinto.
A explicação real das minhas escolhas.

Gosto dos que matam! Agridem seus limites. Rompem as barreiras.
Dos que se deixam penetrar pelas novas experiências e sensações.
Prefiro os que sabem quando mentir, os que se livram das armadilhas da vida.
Gosto dos que cobiçam a mulher do próximo, mas desejam ainda mais a que o espera em casa.

Gosto dos que têm medo da morte
Dos que choram e riem – de verdade
Escolho os que sabem ser metade, mas são inteiros.
Anseio pelos pecadores."


"A alegria do pecado as vezes toma conta de mim..."

23/01/2013

Retrovisores

Sigo discordando dos que dizem: Ande sem olhar pra trás.
Eu olho.
Mantenho meus retrovisores alinhados com meu presente.
Avalio sempre que fui para me tornar quem sou.
Se sou produto do meio, ou um constante produto procurando um meio próprio, eu ainda não sei, não sei se quero saber!
Apaixonada pelas mudanças, pelas transformações!
Olho pra trás e sinto um sorriso brotar.

Viva o passado!
Viva em quem ele me transformou.

EU!


"Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
que hoje eu me gosto muito mais"

02/07/2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nova Alma


Quando você está deitada, sem pressa, pronta pra dormir. Vestida em traje íntimo, com o controle remoto na mão, e sem esperar...
Alguém bate na porta! Abre, entra, invade, traz consigo um furacão de medo e esperança. Muda tudo de lugar, causa uma grande desordem.
Hora de fechar os olhos, respirar fundo, pensar pouco e se deixar levar pela grande transformação imposta pelas escolhas.
Para, olha, admira e simplesmente não recrimina, não quer voltar ao que era, ao que foi.
Reorganiza, limpa, (re)planeja, se reinventa.
Aceita! Somente aceita que o destino te quer bem, te quer feliz na sanidade vislumbrada, no alcance da plenitude da alma cansada.
Aceita uma nova alma, uma nova chance, abre o olho e vai...
Sem julgar, sem permitir julgamentos.
Armada por um novo sentimento, ungida pelo destino e motivada pela sede de ser feliz.
É assim que sigo!
Me recusando a pagar pelo pecado que não cometi, nem pelo crime que jamais planejei.
Pago puramente pelo que devo, olho para o que desejo e vou atrás do que preciso.

"O motivo foi olhos nos olhos"

quarta-feira, 27 de março de 2013

Por favor não vá ainda (II)


O coração parou de bater naquele segundo, certeza.
Tive medo, e vergonha por ter tido medo.
Abracei e fechei os olhos – Que medo medonho!
Que medo!

Fugi, quase corri dali.
Não a olhei mais nos olhos.
Tive medo de chorar.
Me calei.

Foi respirando fundo que resolvi abrir os olhos [ela estava lá]
Sei que devo aproveitar sua passagem, que devo decorar ela...
Mas cadê a coragem?
Cadê ela?

Os olhos vagos, os ouvidos falhos, as mãos trêmulas, as pernas fracas.
Como pode?
Como pode isso justo com ela?
A mais forte mulher de todas.

Maria, a minha Maria
Minha bela senhora.
Minha fé na vida,
Meu secreto vício.

Perdão pela fraqueza, pelo medo, pela falta de jeito.
Mas não sei o que fazer com a falta que já sinto
Com o amor que parece sem rumo
Com tanta saudade do que ainda tenho.


Mistura a dor e a alegria

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Reciprocidade



Que minha lei da vida não me impeça de me jogar.
Que minha reciprocidade não me faça ficar um passo atrás esperando pra te seguir.
Quero me jogar como sempre fiz. Beber todos os venenos antes de temê-los.
Quero mais de mim, mais do que fui, mais do que quis.
Me jogando dos abismos, de preferência sem pára-quedas, em queda livre.
Que a minha vontade de me igualar, de ser recíproca, não me diminua, não me baste!
Ser recíproca sendo eu, respeitando minhas vontades e minha falta de limites.
Esperar sem parar! Querer sem maldizer.

“Se você quer me seguir, não é seguro” 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Minha concha


Nós não nascemos um pro outro,
Não nasci da sua costela
Não somos cria um do outro
Somos nossa própria criatura.

Nos escolhemos
Queremos viver isso.
Talvez pra sempre, talvez não.
Um dia por vez, várias vezes por dia.

Sem doses homeopáticas, sem controle.
Hoje gota a gota, amanhã viramos o pote.
Jogados abismos abaixo, hora abismo acima.
Sem pára-quedas, sem quedas.

Com vontade de ser feliz,
De nos fazer um bem individual através do coletivo.
De viver, de mais uma vez, crer!
Voltando a conjugar o nosso verbo, no nosso tempo

“Você tem o amor que merece”

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hiberna!


Dorme em paz coração,
Ainda não é hora de acordar,
Ainda não é hora de presentear o mundo com tua esperança.
Dorme.

Fica com aquele tão nobre silêncio que você sempre cobrou do mundo, e dorme!
Cicatriza cada uma das velhas e tão recentes feridas
Consagra tuas lembranças – mas não todas!

Humaniza cada um dos sentimentos.
Não personifica nenhuma das alegrias.
Creia nas novas promessas como foi com as velhas.
Arrisque-se

Não, não agora!
Ainda não.
Por enquanto cura, só cura!
Dorme.

Mas não temas acordar,
Não temas amar.
Guarda aquele som do silêncio como uma doce recordação.
Aquele silêncio que fez teu corpo doer, tamanho o frio que ele trouxe.

Lembre-se:
Por aqui vale tudo, exceto chorar demais!


“Vai sem direção, vai ser livre...”