segunda-feira, 12 de março de 2012

O feio


Ele faz questão de ser feio, mas é lindo
De ser chato, mas é doce
De ser intragável, mas tem o melhor dos gostos
Ele tenta me afastar, mas vai ter que me aturar

Cheio de marcas,
passado tão presente que assusta.
Ele tem sido um mau menino, ele precisa ser visto.
Eu o enxergo.

Carente, sensível,
Doce, sofrido,
Carinhoso, amável,
Falante e com um coração que jejua palavras.

Entendo os que tiveram que carregar uma pesada cruz cedo
Me esforço para compreender cada olhar.
Mas como entender se ele não precisa ser duro com a vida?
A vida o quer feliz.

"Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pior..."

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

marATOna

Vontade de sair.
De não querer mais ser assim.
Trocar essa máscara avelhantada por uma atualizada.
Queria uma versão contemporânea de mim.

Libertar as correntes enferrujadas
Soltar as serpentes que assobiam tão alto que não me deixam dormir.
Gritar sem ter que me preocupar com que vai acordar.
Olhar para o lado e nunca estar sozinha mesmo quando largada.

Correr tão rápido que nem meu corpo pudesse me alcançar.
Sair de mim.
Perambular pelas ruas sem ter a quem cuidar.
Quero estar descalça. 

Vou quebrar paradigmas
Deixar de ser a mocinha, eu quero ser vilã.
Deixar de ser ungida, ser excomungada.
Pisar nos sacramentos, quebrar os juramentos que um dia eu fiz.

Quero ultrapassar as barreiras, brincar com os limites;
Vou fazer acordo com a vida.
Jurar que cada dia vai ser só mais um.
Desejo ser mais ousada e a cada passo sorria mais alto.  

Quando só o meu bel-prazer for prioridade
E nada mais tiver graça,
Eu me torno a mocinha,
Sem graça e amarga que todos queriam ver.


“Eu tava aqui pensando em tudo mais, menos você
E achei tão engraçado ter prestado atenção
Na sua distraída intenção de me entender
Como se já soubesse a chave da minha prisão”

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Teus 50 anos


Eu sempre entalo com minhas próprias mágoas
Me esforço para jogá-las para fora de mim.
Cresço, amadureço, acho que dessa vez consigo,
Vejo que essa tentativa é em vão!

Amo, amo muito.
De verdade, com todo meu coração.
Mas sempre volto, cutuco aquela ferida.
Bebo aquele gosto amargo, só para não esquecer!

Corro do amor, corro das lembranças.
Corro desse relacionamento de amor e ódio que nos obrigamos a ter.
Pai!
O que deveria cuidar, amar, proteger.
- Tive que reinventar o significado! -

Apelei pro destino, cresci dez anos em cinco.
Fui forte, ajudei os que não souberam reinventar.
Fizemos-nos um só – três em um!
Esqueci quem era o vilão e o herói na minha história.

Encarei todos os personagens, vivi com sua ausência tão próxima.
Com tua imagem tão real – Quase acreditei que você esteve lá!
Quase aprendi a ser filha – mas tive que ser pai.
Meu pai e pai deles.

Hoje quando te vejo, e faço isso com mais freqüência do que o passado te permitiu fazer,
Percebo que foi você quem mais perdeu.
Ainda assim, ainda que sem palavras ditas, eu te perdôo.
Deixo para traz todas as tuas falsas prioridades.

Perdôo a tua infantilidade tardia, as benfeitorias aos outros!
Tua imaturidade tão egoísta.
E assim, te recebo em meu mundo.
Sendo eu, a mais pura eu!

E que hoje, vestido no mais belo dos teus 50 anos,
O que mais te desejo é que nunca te falte tempo para recomeçar!
Que nunca tenhas vergonha de ser pai, filho e amigo!
Parabéns!

"Por onde andei? Enquanto você me procurava"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Enfim... FORMADA!

Mesmo sem saber por onde começar, aí vou eu!
Obrigada!
Parece uma palavra simples, mas pra mim não é! Aos que serão citados, ou não, mas que ajudaram na minha formação acadêmica, fica aqui o meu muito obrigada! Partilhar com vocês esse momento de alegria é como “pagar uma dívida”. Realizo hoje (15-12-2011) um sonho, um momento mágico. Não agradeço somente aos que ajudaram na construção do TCC, não seria justo nem comigo, que tão pouco me ajudei.
Agradeço aqui aos que me ajudaram por qualquer segundo no decorrer desses quatro últimos anos. Sentirei saudades. Saudades de um DECOM que não existe mais, de um lugar que fui completamente feliz.
De festinhas no gramado, de jogar dominó ao lado de pessoas maravilhosas, que não ousarei listar. Mas cada um sabe de quem estou falando. De estudar, de virar noites, de conhecer pessoas, olhares...

Começo agradecendo a minha família:
Gabriela, minha irmã e musa inspiradora na comunicação e vida!
Minha mãe, meu PAIdastro, que me levavam e pegavam na UFPB por ter pena de uma pobre universitária, além de patrocinarem meus sonhos ($), obrigada!
Ao meu irmão Joel, sempre tão crítico e incentivador as minhas criações.
Sem deixar de falar na minha Vozinha, que acha que eu sou a dona do mundo, que eu posso tudo!
Ao meu irmão Serginho que mesmo distante sempre torceu por mim.
Ao meu cunhado, Rodrigo Cantalice que é para mim, mais que um cunhado, é um irmão!
Ao meu pai, que com todos os seus atropelos, esteve do meu lado!
Primas, primos - filhos e filhas dos meus primos e primas.
Tios, tias – Em especial a Tia Lívia, que participou do TCC.
Sogra, Sogro e Rodrigo Pacheco – Família linda que eu escolho diariamente fazer parte, e que me ajuda sempre!

Obrigada aos que eu abandonei:
Suzana Sitônio – Chegou a hora minha amiga-irmã, vamos para o Carnaval de Salvador!
Larisse, Amanda, Brenna – Amigas de terreno sólido, que eu amo tanto.
Eloá Amorim – Minha Maridah, que viveu comigo muitas aventuras e emoções.
Suzanna Lima – Minha Monorada que se faz presente em cada segundinho da minha vida, mesmo distante.
Marry e Danilo – Foram embora, mas nunca me deixaram.
Pedrinho – Meu aBor lindo, fez as melhores macarronadas da minha vida acadêmica.
Rafael – Que mesmo enchendo o saco, eu sei que me ama!
Aderaldo Júnior – dispensa agradecimentos. Sempre disponível, eficiente, “paciente” e um professor MARAVILHOSO.
Lukas e Paulinne Pereira – Casal AGRAdável, que nos presentearam com Luquinhas!
Ítalo Hipólito – que com toda sua euforia e amor a comunicação, sempre me ajudou!


Aos melhores companheiros de turma que uma pessoa pode ter, Cuscuz de Mundiça:
Bruno Ribeiro - meu anjo da guarda, meu amigo, meu irmão de alma.
Raíssa Brito, Mellyny Batista, Thamyres Máximo, Iaynã Rabay, Valéria Kátya - que se fizeram essenciais na minha vida.
Rômulo Felipe- A surpresa boa que a UFPB me deu.
Leo Borba – Meu oposto, minha sombra amiga!
Priscilla Durand – Motivadora dessa turma com seus sonhos e desejos.
Gyl Dayanna, Dani, Kallyne, Aline, Luis, Coração, Davi, Ramon.
Obrigada ao Cuscuz de Mundiça! Sem vocês eu não teria conseguido, sem vocês não teria feito sentido. Desculpem pelas manhãs de mau humor, chateação, pelas aulas eu que falava demais.
Desculpem minhas falhas humanas.

 Aos amigos partidários, os que eu chamo carinhosamente de “amigos de ideologia”.
Obrigada por terem tido paciência com minhas faltas, pelos ensinamentos que ao longo do tempo, me fizeram “crescer”. Ao meu querido GOE, até por que: GOE é GOE:
Denise Miranda, Priscilla Gomes, André Lima, Bertrand Souza, Ziza Maia, Mira Maya, Liana Nunes, Rômulo Hallyson, Verônica Ismael, Frâncio Xavier, Aline Cardoso, Joyce Brito e Tibério Limeira.

Um obrigada bem especial ao companheiro Alexandre Urquiza, que no auge da minha dúvida existencial de que curso fazer, me orientou, incentivou e me mostrou um caminho. Graças a ele, conheci meu grande amor: a comunicação. Além de ter me dado a oportunidade de atuar na minha área. Tem como não agradecer?!

Obrigada ao amigo Victor Braga! Paciência, chatice, incentivo, amizade... Obrigada!

E por último ao meu amor, amigo, companheiro, um anjo em forma de namorado - Gustavo Pacheco. Que me agüentou em 45 TPM’s, duas campanhas eleitorais, um milhão de congressos, seminários, e noites de estudo.
Obrigada por não ter desistido de mim.

Obrigada as pessoas maravilhosas que cruzaram o meu caminho, obrigada Deus, destino, universo... Obrigada!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Resistindo...

Quando passei hoje pelo mar, ele gritou meu nome
Tentou me seduzir como em noites anteriores
Queria meu abraço, daquele mesmo jeito
Despida de qualquer preconceito.

Resisti.
Só pra vê se eu conseguia.
Caí no choro depois.
Burra.

Até quando vai continuar abrindo mão do que gosta?
Essa pergunta era tão minha, tão pra mim.
Me recusei a responder, não quero me contar a resposta.
Quero que seja assim, só isso.

Tenho que saber do que gosto, de quem gosto.
Preciso ser sozinha, estar sozinha, ficar só mais um pouco assim
Quero estar cercada por amigos, mas não dizer meu paradeiro a ninguém.
Quero ser só eu, e só.

Quero ser uma hoje, outra amanhã, outra depois, e depois...
Quero ser a mesma todos os dias.
Com as mesmas manias e vícios de sempre.
E o mais importantes deles... o vício de mudar!

Não quero me sentir amada!
Não me ame.
Não me odeie - não me queira por perto.
Me deixe.

“Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo, sempre”

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tayopamieta

E logo ele que me fez sorrir com a alma, me pediu perdão.
Eu não o perdoaria jamais.
Não aceitaria que ele mudasse,
Não aceitaria que ele ficasse.

Não se muda um coração tão nobre,
Não se perdoa a quem não te fez mal.
Jamais permitiria que ele mudasse só para ficar comigo,
Só para me ter por mais um pouco.

Ele sabe tudo ao meu respeito, sabe e conhece cada detalhe de mim,
Decifra minhas vontades e gestos com maestria.
Aceita meus sonhos, não questiona.
Eu queria ser questionada.

Queria ser tirada do pedestal, amada como mulher – não como santa.
Vista como sou, cheia de defeitos incuráveis.
Repleta de traumas, por vezes, fora de mim.
Ser santa cansa, ainda mais quando não se é.

Não posso deixar você ficar,
Mas confesso que está doendo te ver ir embora.
Fica mais um pouco, não me peça nada, não fale nada – Silêncio.
Espera eu adormecer.

Acalma minha alma que em pranto não sabe se explicar.
Não me faça promessas, nem me aceite mais como eu sou.
Seja egoísta, se ame mais do que a mim.
Não olhe para trás, me odeie pelo seu tempo perdido.

Guarde com carinho todas as lembranças,
Mas jamais as traga para perto do seu presente, evite comparações.
Seja cada segundo mais feliz do que nós fomos.
Me mate de inveja.

“Amor igual ao teu eu nunca mais terei”